domingo, 1 de julho de 2012

Muro em pedra

Quase 2 meses sem escrever no blogue deveram-se a 1 mês de férias e 1 mês de trabalho intenso. Mas cá estou eu pronto a contar as minhas aventuras na Quinta.

A Quinta não tem electricidade e como quero levá-la até lá o 1º passo (para além da burocracia, claro!) foi fazer um pequeno muro em Pedra onde tivermos de encaixar as caixas que vão receber a electricidade e o contador. Aproveitarmos as pedras que encontrámos à nossa volta para criar um muro rústico que poderá, + tarde, servir de suporte a um portão.






Acho que o resultado ficou bastante engraçado e fica dentro do registro rústico que eu pretendo para a Quinta.

sábado, 5 de maio de 2012

Premonição...

Tenho 1001 ideias na cabeça sobre o quero fazer na Quinta e muitas vezes à noite, adormeço sonhando em muitas dessas ideias. A minha Sra. Caxorrinha (digo bem Senhora, porque não quero que ela fique ofendida ;) ) enviou-me há dias estas fotos:





E não é que já andava a sonhar em cogumelos há muito tempo!?

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O fado das silvas!

Por não poder estar na Quinta nestes últimos meses quem tem tratado de lhe dar "brilho" é essencialmente o meu Pai. Tem feito um trabalho de verdadeiro titã. Com a sua companheira em punho as silvas têm desaparecido e têm deixado entrever o esplandor da Quinta. Mas com a chuva, esta convidada, que teimava em não querer aparecer, também vieram novas silvas... e lá vai começar novamente o fado das silvas...



sexta-feira, 20 de abril de 2012

A ditadura chegou ao Campo

Sei que é difícil atrair a atenção dos leitores para um assunto como este: "sementes". Mas das sementes e da liberdade de as plantar depende uma boa parte do nosso futuro porque 75% da biodiversidade agrícola foi extinta no século XX e as coisas não vão ficar por aqui. O esmagador poder financeiro da indústria química quer multiplicar leis, por todo o Mundo, para impedir os agricultores de serem livres de usar as sementes não certificadas nas colheitas seguintes. A espiral é terrível: quanto menor produção agrícola com sementes ancestrais, pior comeremos.

Num filme notável chamado "Food Inc." (Comida, Lda.) os autores mostram, por exemplo, como a multinacional Monsanto consegue perseguir e levar à falência vários produtores rurais. O argumento é simples: se no campo deste agricultor houver plantas cultivadas com sementes Monsanto e ele não for cliente da empresa, é processado por estar a usar sementes patenteadas, mesmo que elas tenham sido propagadas pelo vento e estejam misturadas com as suas. A natureza passou a ter 'dono'.
A Monsanto é a mais importante empresa mundial produtora de transgénicos. Atrai os agricultores através de um marketing aliciador de melhores colheitas. Mas os alimentos obtidos a partir de sementes alteradas laboratorialmente, cujo ADN não é compreendido pelos organismos humano ou animal, arrastam interrogações que não compreendemos antecipadamente. Foi assim que se alimentaram herbívoros com rações à base de carne e se rompeu uma lei da natureza. Esta experiência foi um dos motivos apontados para o surto da doença das vacas loucas.

As culturas transgénicas estão já na mesa de pessoas de todo o Mundo. Surgem em coisas tão importantes como a alimentação dos bovinos (por exemplo, na carne importada do Brasil ou da Argentina), na soja, arroz, milho ou em algo tão simples como o mel produzido por abelhas próximas de campos transgénicos. Um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) dizia recentemente que a maioria dos alimentos consumidos no mundo ocidental provém apenas de 12 espécies de plantas e cinco espécies de animais, apesar de terem sido catalogadas milhares de espécies comestíveis. Pior: arroz, trigo e milho constituem 60 por cento da alimentação humana, sendo estes, na sua esmagadora maioria, provenientes de sementes tão apuradas que o nosso corpo já não 'lê' estes alimentos como "arroz", "trigo" ou "milho". Obviamente nem vale a pena falar da 'fast-food' ou da comida industrial.
Cristina Sales, uma médica que o Porto tem a sorte de ter por perto, escreve há vários anos sobre o caos da alimentação moderna e percorre o Mundo como oradora em conferências com este tema. E o que diz? "O nosso corpo tem um histórico de milhões de anos na absorção dos alimentos e está cada vez mais incapaz de reconhecer o que come. Não tem as enzimas necessárias à sua digestão e metabolismo. Por isso gera uma reação inflamatória contra os alimentos porque os considera 'elementos estranhos', como se fossem tóxicos. Essa é uma das razões porque tanta gente aumenta de peso ou de volume: porque retém líquidos nesse processo inflamatório. E isso afeta todas as pessoas, incluindo as magras".
Jude Fanton, da organização "Seed saver (Salvar as Sementes)" disse há meses ao programa Biosfera, da RTP2 (com o qual trabalho) uma coisa simples: "Se nos recordarmos do sabor da comida dos nossos avós - as maçãs, os vegetais, etc. - eles tinham um sabor verdadeiramente forte e intenso. Isso significa mais nutrição. Essa é talvez a razão pela qual estamos a engordar. Temos de comer cada vez mais para conseguir os nutrientes de que precisamos".

A ditadura agrícola e alimentar é este louco processo de quebrar as regras da natureza em busca de mais rentabilidade. Se fecharmos os olhos à origem dos alimentos, contribuímos gradualmente para uma vida cada vez mais tóxica. Essa perda de 'liberdade de escolha' e 'biodiversidade essencial' afeta o ADN humano que não deveríamos alienar numa só geração. Além disso, replica o modelo económico que supostamente queremos combater: os lucros ficam com as grandes multinacionais e as doenças em cada um de nós.

Artigo Espectacular do Daniel Deusdado no JN de 2012-04-12

domingo, 8 de abril de 2012

Fogo maldito!!!


Tive um grande desgosto esta Sexta-feira Santa. Informaram-me de que um fogo se tinha iniciado num terreno perto do meu. Apesar da chuva (pouca) que tinha caído pela manhã o fogo propagou-se até ao meu terreno e queimou uma área de pinheiros e carvalhos de +/- 400m2. Estiveram no local 3 camiões de bombeiros a ajudar.


sábado, 31 de março de 2012

A aventura vai começar!

Tantas vezes sonhei ter um terreno meu na minha Aldeia que pudesse cultivar em modo biológico e também lá construir a minha casinha, pois bem, o 1º passo está dado. Tenho agora um terreno com pouco + de 2 hectares e pretendo agora devolver-lhe todo o seu esplendor passado. Este blogue será o meu diário nesta aventura.